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GRAXAS LUBRIFICANTES - II
Graxas

Publicado por Eng. José Cesário Neto

29 JUN 2021 | 10h25

Classificação de Graxas Lubrificantes

 

Neste segundo post sobre graxas, vou falar sobre o principal sistema de classificação das graxas lubrificantes, o NLGI - NATIONAL LUBRICANTING GREASE INSTITUTE (INTITUTO NACIONAL DE GRAXAS LUBRIFICANTES). Também vou compartilhar informações sobre a classificação para graxas do sistema DIN.

 

O NLGI, de origem americana, definiu seu sistema de classificação com base nos resultados obtidos no teste de penetração trabalhada em 60 ciclos, associando um número a uma determinada faixa de penetração trabalhada. Este grau NLGI varia desde o 000 (graxa muito macia) até o 6 (graxa muito dura). Este sistema de classificação é usado em todo o mundo e abrange tanto aplicações automotivas, quanto industriais.

 

GRAXAS LUBRIFICANTES - II

O NLGI desenvolveu, também, um sistema de classificação de graxas para aplicações automotivas. As graxas são submetidas a testes de estabilidade ao cisalhamento, resistência à oxidação, resistência à lavagem por água, propriedades de extrema pressão (Timkem e Four Ball), resistência à corrosão, bombeabilidade e ponto de gota. De acordo com os resultados nos testes, descritos na norma ASTM -4950, elas são classificadas conforme abaixo.

GRAXAS LUBRIFICANTES - II

Observação: Uma graxa pode atender ao mesmo tempo os requisitos de graxa para cubos de rodas e para lubrificação de chassis.

 

Além da classificação NLGI, temos o sistema de classificação de graxas da DIN - Deutsche Institute für Normung (Instituto Alemão para Normatização). A norma DIN 51 502 (Graxas) consiste de várias partes: tipo de graxa, aditivos especiais, componente sintético (se aplicável), número NLGI, temperatura máxima de operação (opcional) e temperatura mínima de operação (opcional). Muitos fabricantes de equipamentos industrias de origem europeia e, principalmente, Alemã, utilizam esta norma. 

GRAXAS LUBRIFICANTES - II

O primeiro ou o segundo caractere indica o tipo de graxa, conforme abaixo:

GRAXAS LUBRIFICANTES - II

Se a graxa tiver aditivos especiais adicionais, estes serão indicados por um caractere extra. As graxas receberão uma das letras abaixo:

GRAXAS LUBRIFICANTES - II

Para graxas de base sintética, serão adicionados os caracteres abaixo:

GRAXAS LUBRIFICANTES - II

As letras abaixo são a indicação da temperatura máxima de operação e do comportamento na presença de água:

GRAXAS LUBRIFICANTES - II

Sendo assim, quando você se deparar com uma situação em que o manual de um determinado equipamento mencionar apenas a especificação da norma DIN, por exemplo KP2K-20, com as informações acima, saberemos que se trata de uma graxa para mancais planos e/ou de rolamento, com aditivos antifricção e antidesgaste, grau NLGI 2, temperatura máxima de operação de +120ºC e mínima de -20ºC. 

 

Fique atento ao terceiro e último post da série GRAXAS LUBRIFICANTES, pois abordarei um tema bastante interessante que é compatibilidade entre graxas. Qualquer dúvida ou sugestões, utilizar o campo de comentários.

 

Até o próximo Correio Técnico!

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